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Já imaginou se todas as favelas fossem substituídas por casas habitáveis e que custam somente R$180? Agora, isso é possível. Tudo começou com uma ideia de Vijay Govindarajan, professor de economia da
Tuck School of Business, em Dartmouth, nos EUA. Ele pensou em criar uma casa que custasse cerca de R$540 e que aliviasse os problemas que as famílias carentes sofrem ao redor do mundo.
Mas, o que ele achava que seria apenas uma ideia, acabou virando um concurso, chamado de "US$300 House Open Design Challenge". Com patrocínio da
Center for Energy Efficiency & Sustainability, nos EUA, o
projeto tinha como objetivo receber projetos para uma casa de estrutura resistente e que custasse no máximo 300 dólares (cerca de R$540). O vencedor receberia o prêmio de R$44 mil e seu
projeto seria construído como protótipo.
O californiano Joseph Sandy foi o grande vencedor. Porém, ele reduziu ainda mais o valor da moradia, ficando com um custo de R$180. "Depois de estudar casas de favelas e as condições em que vivem essas famílias, concluí que as limitações de espaço e custo eram fundamentais. Todos os aspectos do meu
projeto precisavam de um propósito específico. A combinação de correntes de ar e estruturas diferentes permitem que o design se adapte a diferentes condições climáticas”, disse Sandy, segundo o site
ELMUNDO.es.
O
projeto de Sandy sugere que as casas fiquem em volta de uma espécie de pátio, onde painéis solares, cozinhas solares, tanques de purificação de água e outras utilidades gerais fossem instalados para atender toda a população. Luzes de LED e fogões equipariam as casas, que seriam alimentadas por energia solar.

Para os moradores terem seu próprio negócio sem sair de casa, Sandy projetou áreas destinadas para o comércio, localizadas na fachada frontal das moradias. Segundo ele, se espera que isso estimule o desenvolvimento econômico, além de oferecer um lugar seguro para os moradores exporem e venderem produtos locais.
Para baratear os custos sem deixar de lado a qualidade, o idealizador utiliza os materiais das outras casas e os recicla, poupando a compra de novos. Tábuas de madeira, ferro e tijolos de terra são utilizados para a fabricação das casas.
Segundo Sandy, embora as casas sejam projetadas para áreas da América Latina, África e Ásia, ele pretende projetá-las também para os EUA e Europa. Esse
projeto pode ser usado para vítimas de desastres naturais, como o furacão Irene, que causou estragos nos EUA em agosto deste ano.