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O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta sexta-feira (22/06) que está pronto para viver no Equador e que o país tem dado apoio a seu pedido de asilo político, segundo a
Reuters.
Assange está abrigado na embaixada do Equador, em Londres (Inglaterra), onde fez um pedido de asilo numa tentativa de evitar a extradição para a Suécia. A Justiça sueca busca Assange para julgá-lo por acusações de abuso sexual e ele pode ser preso pela polícia britânica se deixar a embaixada.
Em uma entrevista por telefone à TV ABC da Austrália, Assange disse que estava preocupado em ser enviado aos Estados Unidos, onde poderia sofrer acusações relacionadas ao site WikiLeaks, que publicou documentos diplomáticos secretos norte-americanos em 2010.
"Esperamos que o pedido de asilo seja visto de forma favorável. Agora é uma questão de reunir provas suficientes do que está acontecendo nos EUA e enviá-las com o pedido formal", afirmou o jornalista.
O presidente esqueridista do Equador, Rafael Correa, reiterou na quinta-feira (21/06) que seu governo planeja fazer uma análise cuidadosa do pedido de Assange antes de tomar uma decisão.
"Não podemos permitir que uma pessoa que pediu asilo tenha que enfrentar a pena de morte, especialmente por crimes políticos", disse Correa. "Não podemos aceitar que haja uma condenação política contra as ideias expressadas por Assange", acrescentou o presidente.
Na Suécia, os promotores locais querem interrogar Assange sobre acusações de estupro e assédio sexual feitas por duas mulheres, ex-voluntárias do WikiLeaks, em 2010. Assange afirma que fez sexo consensual com elas.