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SOPA pode ser alterado após pressão de empresas da internet

Projeto de lei que combate a pirataria online encontrou forte resistência na internet e foi criticado pela Casa Branca
17 de Janeiro de 2012 | 15:05h
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Reprodução
SOPA
A internet está vencendo. O SOPA, polêmico projeto cujo objetivo é combater a pirataria online, deve ser alterado e, se voltar a ser discutido, não deverá apresentar muitos dos pontos criticados por seus opositores, de acordo com a Reuters.

O projeto de lei de combate à pirataria na web, defendido por produtores de conteúdo, foi bastante criticado por empresas de internet, que chegaram a planejar boicotes e apagões em forma de protesto à lei.

No final de semana, a Casa Branca criticou abertamente o projeto, afirmando que ele pode sufocar a internet. De acordo com post feito no blog da presidência dos Estados Unidos, não é possível apoiar "um projeto de lei que reduz a liberdade de expressão, amplia os riscos de segurança na computação ou solapa o dinamismo e a inovação na internet."

O SOPA era visto como prioridade entre companhias produtoras de conteúdo no combate à pirataria online. Caso fosse aprovada, a lei permitiria o bloqueio de acesso a sites que disponibilizam conteúdo protegido por direitos autorais.

Empresas de internet se opuseram ao SOPA e chegaram a organizar um dia em que serviços online fossem desligados - a Wikipedia, por exemplo, prepara um apagão para quarta-feira (18/1). Além disso, defensores da liberdade de expressão incentivam boicote a qualquer empresa que se posicione a favor do projeto, acusando o SOPA de uma forma de censura online.

O projeto, agora, será alterado para voltar a ser discutido. Entre os pontos que devem ser mantidos estão cláusulas que fazem serviços de busca desativarem links para conteúdo protegido por direitos autorais, e corte de publicidade para sites que violem propriedades intelectuais.

Já pontos como a exigência que provedores cortem o acesso a sites que contenham pirataria, por exemplo, não devem ser mantidas na nova versão do projeto.

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