Se você pensa
que o trânsito serve somente para te aborrecer e atrasar, está enganado. A
Innowattech, companhia de energia afiliada ao Instituto de Tecnologia Technion
de Israel, informou que geradores especiais instalados embaixo das rodovias,
estradas de ferro e trilhos, podem armazenar energia suficiente dos veículos
que transitam nas vias para produzir eletricidade em massa.
De acordo com a
companhia, os geradores contêm material que produz eletricidade mediante a
aplicação de força mecânica, como a pressão dos pneus dos carros de passagem. O
processo, conhecido como piezeletricidade, tem sido usado há anos em pequena
escala, incluindo aparelhos como churrasqueiras e pisos de danceterias que
acendem a cada passo.
Uri Amit,
presidente da Innowattech, afirmou que a tecnologia da companhia será a maior
aplicação de piezelétrica até agora, com uma única faixa de um quilômetro de
estrada fornecendo até 100 quilowatts de eletricidade, energia suficiente para
abastecer cerca de 40 casas. "Nós podemos produzir eletricidade em
qualquer lugar onde haja uma estrada agitada usando energia que normalmente é
desperdiçada", explicou Amit.
Apesar de
inovador, o projeto pode ter obstáculos, como o de encontrar um modo de
acondicionar os geradores para que sejam eficazes quando enterrados nas
estradas. O cientista-chefe da companhia, Eugeny Harash, desenvolveu um
recipiente que age como asfalto. Os geradores são então colocados na rodovia
durante trabalhos de manutenção programados em 30 cm².
"Os asfalto
é elástico e a pressão de cada pneu é apanhada pelo gerador, que é enterrado a
cerca de 3 cm
abaixo da superfície da estrada", disse Harash. "Os motoristas nem
mesmo sentirão diferença".
O material
piezelétrico dura pelo menos 30 anos, bem mais do que a maioria das rodovias,
completou ele. A companhia informou que a meta do custo de geração é de 3 a 10 centavos por
quilowatt/hora, dependendo da intensidade do tráfego.
O primeiro
programa piloto deve começar nos próximos meses em uma faixa de 30 m de uma rodovia fora de
Tel Aviv, e projetos similares de âmbito internacional podem surgir em 2010.