Se você é adepto da coleta seletiva e faz questão de separar os diferentes materias recicláveis no lixo da sua casa, saiba que eles ainda passam por um longo processo antes de serem reutilizados. E dentre esses resíduos, o plástico é um dos materiais que dá mais trabalho. Além de sua degradação levar centenas de anos, ele ainda é mais caro para se reciclar, pois requer um cuidado maior na triagem e separação das suas variações existentes.
Um estudo publicado no periódico "Environmental Science and Technology", no entanto, revela que cientistas do Laboratório Nacional Argonne, em Illinois (EUA),estão desenvolvendo uma nova técnica para otimizar a
reciclagem do material. O processo que pode ser aplicado a todos os tipos de polímeros, macromoléculas que compõem o plástico, consiste em aquecer o material dentro de um reator a 700º C. Essa temperatura aplica uma pressão que quebra as ligações entre os átomos de hidrogênio e carbono existentes nas cadeias de polímero. O hidrogênio vai para o seu estado gasoso e é sugado por um reator, restando apenas micro-esferas de fuligem que podem ser usados em tintas, lubrificantes, pneus e até incorporadas em anodos de baterias de lítio.
De acordo com Geoffrey Mitchell, cientista de materiais na Universidade de Reading, no Reino Unido, o fato de o processo não precisar de catalisador é um grande avanço e se a técnica puder ser aplicada à imensa quantidade de lixo plástico produzido atualmente, ela poderá otimizar muito a forma como o material é reciclado.