Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 11/03/2012 às 15h45
Copie e cole o código abaixo para compartilhar ou incorporar o vídeo.
<iframe src="http://olhardigital.uol.com.br/embed/a-polemica-das-novas-politicas-de-privacidade-dos-servicos-do-google/24740" frameborder="no" scrolling="no" width="460" height="290"></iframe>
FECHAR

A polêmica da nova política de privacidade do Google

  • Google
  • Internet
  • Política
  • privacidade
Vídeos relacionados
Ver todos


Sob muita polêmica e até certa resistência, a nova política de privacidade do Google já está valendo. Segundo o novo texto, serviços como Gmail, Google Plus, o próprio buscador do Google, YouTube e outros, agora podem compartilhar informações dos usuários entre si.

Nessa unificação, claro, alguns pontos também foram modificados. Renato Opice Blum é advogado especialista em direito digital e explica que "o que se discute é aquilo que está previsto. É ilegal ou não? Se o usuário tem conhecimento e concorda com isso, não há problema algum".

Convenhamos: a maioria de nós não lê termos de adesão ou políticas de privacidade dos serviços que usamos na internet. Para completar, não existe no Brasil qualquer lei de proteção a dados pessoais, nem na internet, nem fora dela. Ainda assim, assumindo o risco ao aceitarmos esses termos sem conhecê-los por inteiro, temos o respaldo da jurisprudência brasileira, que já tomou decisões em favor dos internautas em casos relacionados ao uso indevido de dados pessoais no mundo virtual.

O advogado especialista em direito digital afirma que não há qualquer ilegalidade por parte do Google nessa unificação das políticas de privacidade. Mas a mudança vai além e, mais do que cruzar informações de todos os serviços, a nova política de privacidade não permite que os usuários desliguem essa função. Ou seja, restam duas opções: aceitar ou deixar de usar os produtos da empresa.

Renato questiona: "Quanto custa para usarmos os serviços do Google"? Ele explica que, em sua maioria, eles não custam absolutamente nada, os serviços são gratuitos. "E, é aí que ele obtém seu rendimento, em partes através da utilização, tratamento e guarda de alguns dados, que podem ou não ser pessoais", diz. Renato comenta que vê essa unificação como algo positivo, "pois é muito mais fácil para o usuário que não lê, ter que ler apenas uma política".

A questão é que o Google sempre teve acesso a dados que o ajudam saber quem estava por trás do teclado, assim como seus gostos e preferências na rede. Mas, com a unificação das políticas de privacidade, vai ficar mais fácil para a empresa criar perfis mais completos sobre seus usuários. Tudo isso, claro, porque, para o Google, essa informação signfica dinheiro. Monitorando as buscas, é possível traçar perfis mais embasados e vender essas informações a empresas de marketing.

Para nós usuários, a maior mudança que devemos perceber daqui pra frente são ofertas mais direcionadas e relacionadas aos nossos gostos, seja ela em publicidade ou na indicação de novos vídeos no YouTube, por exemplo. Se você realmente quiser estar ciente de TUDO que o Google e qualquer outro site está coletando e armazenando, a solução é simples...

"O ponto principal agora depende do usuário. Nós todos, usuários, temos que ler as políticas para entender o que o serviço está se propondo a fazer e quais dados ele está coletando, utilizando e, eventualmente, comercializando", explica.

Nos links acima, você encontra uma matéria bem explicativa que mostra em que as novas políticas de privacidade do Google podem influenciar sua vida online. E, se você quiser garantir sua privacidade total, aproveite para conhecer um complemento para os principais navegadores: ele promete impedir qualquer rastreamento. Tem também essa outra ferramenta bem interessante. Ela mostra o grau de risco que um site apresenta para sua privacidade. Acesse e confira!
Página 1/4
<< < 1 2 3 4 > >>
Últimas notícias
Ver todas