Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 15/04/2012 às 15h45
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Android, iOS e Windows Phone: conheça as diferenças entre os sistemas móveis e escolha o seu!

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As interfaces de iPhones e Androids são bastante parecidas: ícones pequenos que podem ser organizados a gosto do usuário. No iPhone é possível criar pastas para agrupar os aplicativos de uma mesma categoria e não há muito mistério no uso. No Android, mais ou menos a mesma coisa. Legais são os fundos de tela animados. Nos dois casos, os sistemas de vídeo, mapas e buscas são alimentados pelo Google. A história muda bastante no Windows Phone: blocos maiores substituem a maioria dos ícones. A interface da plataforma da Microsoft é também mais intuitiva e diferente de tudo que já vimos em smartphones. Os mapas e pesquisas são providos pelo Bing, concorrente direto do Google.

No quesito desempenho, os Androids ficam um pouquinho para trás. Isso porque enquanto iPhone é um só – e estamos falando do último modelo, o 4S – existem centenas de aparelhos Android, feitos por dezenas de empresas, cada um com seu hardware, quantidade de memória, processador gráfico e tudo mais. E, como essa velocidade depende tanto do sistema operacional quanto da qualidade do aparelho usado, não há como garantir o melhor desempenho em todos os aparelhos. Para completar, vários testes independentes comprovaram que o processador A5 do iPhone 4S é mais rápido do que qualquer Android... Como a Apple controla tanto o hardware quanto o software, a integração é perfeita. Ao que tudo indica, o pessoal da Microsoft resolveu seguir caminho parecido ao da Apple...

Lucas Longo, CEO da Iaí?, diz que "nessa nova versão do Windows Phone, eles estão sendo muito restritos nas especificações do hardware do telefone". Ele explica que o telefone têm que ter determinada placa de vídeo, determinado tipo de memória... e assim vai: "Eles estão sendo bem rígidos com relação ao que esse telefone tem que ter e ao o que ele não pode ter. Agora, eles fizeram uma interface, um sistema operacional para o hardware muito mais enxuto e o hardware é muito mais potente. Foi uma combinação dos dois", diz.

É bem provável que a Microsoft tenha aprendido com sua experiência com o Windows Mobile, quando o sistema operacional, além de ser uma versão reduzida do Windows para PCs, era compatível com praticamente qualquer hardware. Resultado: os usuários acabavam encontrando os mesmos problemas já conhecidos do velho Windows nos computadores.

Agora a maior diferença entre iPhones, Androids e Windows Phones diz respeito a uma das principais características dos smartphones: a quantidade e qualidade dos aplicativos disponíveis para cada plataforma.

"Esse fenômeno acontece porque o aplicativo está sempre com você, sempre no seu bolso. E, diferente de sites da web ou outros tipos de aplicativos no computador, você usa os apps muito mais", explica Lucas.

Com mais de 500 mil aplicativos disponíveis, a App Store, da Apple, está à frente de suas concorrentes. O Google Play – que substituiu o Android Market –  oferece algo em torno de 400 mil aplicativos. Já o MarketPlace do Windows Phone ainda está no começo, mas já conta com 70 mil aplicativos disponíveis para download.

Lucas explica que "o Windows Phone vai ter aplicativos de alta qualidade porque a própria ferramenta do desenvolvedor é muito boa para você fazer aplicativos com animação, com efeitos especiais, com a parte gráfica muito bem evoluída".

Outro fator que leva a crer que o número de opções de apps para Windows Phone cresça rapidamente, é que é mais fácil desenvolver para a plataforma da Microsoft do que para iPhones ou Androids: "É uma plataforma bem flexível, muita madura, porque vem desse legado do desenvolvimento para o Windows, para a Microsoft", explica Lucas.

O CEO diz que é bem fácil de desenvolver, quase como se fosse um XML. Você consegue montar a interface enquanto já confere o resultado montado em tempo real, não há quase a necessidade de compilar.

A plataforma de desenvolvimento para Androids é a única de código aberto, ou seja, o programador tem acesso total às funcionalidades do aparelho. Isso pode ser bom por um lado, mas perigoso por outro. Por ser assim "tão aberta", hoje o sistema Android é o que apresenta maior número de vírus e malwares.

"A parte de construir a interface é bem chatinha. E, além do mais, no Android você tem vários tamanhos de tela. Não só o tamanho de grandeza, é a proporção da altura com a largura. Então, se fosse só a variação de tamanho, bastaria esticar", explica Longo.

O desenvolvimento para iOS, o sistema operacional dos iPhones, é uma linguagem que pouca gente conhece, o que dificultou um pouco o trabalho desses profissionais no começo. Mas, como o aparelho da Apple já está no mercado há algum tempo, muita gente aprendeu a criar aplicativos para iPhones e iPads.

"O principal objetivo da Apple e da Microsoft em fazer algo mais fechado é garantirem que o usuário vai ter a função de telefone sempre disponível, vai ter o celular funcionando da maneira que ele espera que funcione, sem que o desenvolvedor possa chegar lá e deletar as coisas aleatoriamente", completa Lucas.

Ainda que estejamos falando de um mesmo produto - os smartphones -, as diferenças são grandes de um aparelho para outro. Se você quiser conhecer um pouco mais do recém-chegado Windows Phone, acesse o review que fizemos. O link está acima desse texto. Aproveite para deixar sua opinião nos comentários e alimentar essa discussão. Qual sua plataforma favorita? Android, iOS ou Windows Mobile?
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