Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 25/03/2012 às 15h45
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FEBRACE 2012: projetos de estudantes brasileiros trazem boas soluções científicas e tecnológicas

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Recorde na FEBRACE 2012, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Em sua 10ª edição, o evento recebeu o maior número de projetos desde sua inauguração. Foram apresentados 354 trabalhos desenvolvidos por jovens estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país. Assim como nas edições anteriores, soluções alternativas e inovadoras mostraram a preocupação desses jovens em resolver problemas da sociedade.

Rubem Saldanha é gerente de educação da Intel e explica que o interessante dessa molecada é que eles pegam coisas do dia-a-dia deles, problemas da comunidade, do bairro ou da cidade, e procuram soluções para isso: "Você pode ser uma pessoa que se senta no chão e reclama dos problemas que tem ou pode ser um jovem criativo, curioso, pró-ativo e que vai buscar a solução para aquele problema", diz.

Este grupo criou a "Smart Glove", uma luva inteligente capaz de traduzir a linguagem de sinais em texto. Segundo os estudantes, a solução é mais do que suficiente para garantir uma comunicação básica entre um deficiente auditivo e um ouvinte que não domine a linguagem de sinais, conhecida como libras.

O estudante Guilherme Pereira da Silva diz que a equipe utilizou "uma tecnologia microcontrolada por meio de um componente que funciona como um cérebro". Ele explica que o processador recebe a informação vinda da luva, procura no software que é de criação dos próprios estudantes, e ao encontrar a letra respectiva, ele a coloca no LCD.

O protótipo da "Smart Glove" conseguiu abranger 22 letras do nosso alfabeto. Os alunos até já estudam a possibilidade de oferecer a ideia para empresas que fabricam equipamentos de tecnologia assistiva. Mas, pra chegar lá, ainda é preciso dar um passo um pouquinho maior, tecnicamente falando... Guilherme explica que, "para o mercado, teríamos que colocar o display e a luva por via wireless".

Produzido com sucata digital e material reciclado, esse robozinho foi a solução que o Marcos e a Jéssica encontraram para levar a robótica para dentro da sala de aula nas regiões mais remotas e pobres do país. Inclusão social também é uma preocupação grande desses jovens inventores.

A estudante Jéssica Mota explica a função da robótica: "A robótica educativa consegue contextualizar tudo aquilo que o aluno já construiu, já viu em sala de aula, e aplicar isso tudo no mundo real". Já Marcos Fred, também estudante, diz que o "objetivo do robô é integrar as escolas municipais e estaduais a terem acesso a um kit de robótica, que hoje não é disponível para os alunos".

Rubem explica que a questão do "jeitinho brasileiro" tem um lado bom aqui: "Há um laboratório todo feito de material reciclado, porque a escola onde os jovens estudam não tinha laboratório de química. Eles criaram o próprio", diz.

O estudante Daniel Xavier também veio de uma escola pública do nordeste com poucos recursos. Sem gastar muito dinheiro, ele criou esta cadeira de balanço que transforma a energia cinética em eletricidade. Ele afirma que, no nordeste, onde a cadeira de balanço é bastante comum, a invenção seria de grande proveito.

Daniel diz que sua ideia "tem uma aplicabilidade social". Ele explica que basta a pessoa se sentar e, ao balançar, irá carregar uma bateria de celular: "Na nossa terra, que é o Ceará, tem muitos idosos que descansam, principalmente em asilos. Então, com esse movimento da cadeira, carregando uma bateria, eles podem escutar um jogo de futebol, um noticiário ou até mesmo ligar um ventilador", comenta.

Estes e todos os outros trabalhos serão avaliados por profissionais do mercado, pesquisadores e doutores. Além de ganhar medalhas, bolsas, certificados e oportunidades de estágio, os vencedores da FEBRACE vão representar o país na "Intel ISEF", a Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel, que este ano acontece entre os dias 13 e 18 de maio em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Todos os anos, mais de us$100 milhões são investidos no incentivo e capacitação de professores, alunos e faculdades. A "Intel ISEF" é a maior competição pré-universitária de tecnologia do mundo, onde mais de 1500 alunos, de 65 países, apresentam suas pesquisas e concorrem a prêmios em dinheiro e bolsas de estudos nas mais renomadas universidades do mundo.

Se você quiser conhecer os vencedores da décima edição da Febrace, confira o link acima desse texto. Assim, você fica sabendo quem vai representar o país na ISEF e aproveita para conhecer mais sobre essas soluções alternativas e inteligentes. Confira e, se você for estudante, quem sabe você não se anima para participar da próxima edição!
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