Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 29/07/2012 às 15h45
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Garoa Hacker: Conheça o primeiro espaço hacker do Brasil

  • Hackers


Abrimos o vt com um clima de suspense; vamos escolher uma trilha e colocar um filtro nas imagens pra deixar com cara de “macabro”. para cobrir os três primeiros “offs” vamos a sequencia que fizemos: desde eu caminhando na rua com o guarda-chuva, passando o portão e descendo as escadas para o porão. temos toda a sequencia, inclusive com planos de detalhe para aumentar o suspense: close da mão abrindo a porta do porão e outra imagem fechada nos pés descendo a escada. temos dois takes, podemos dividir a tela na horizontal e colocar os pés descendo a escada na metade de cima e na metade de baixo a câmera me seguindo.

Qual a primeira coisa que vem à sua cabeça quando ouve falar de um “Clube de Hackers”?! Em uma noite gelada, de garoa fina, fomos conhecer o primeiro hackerspace do Brasil. É no porão de uma das casas deste antigo vilarejo italiano, no centro de São Paulo, que eles se reúnem de segunda a segunda.

"A ideia não é fazer ataque de negação de serviço, por exemplo, como muita gente faz por aí. Tem gente aqui que sabe fazer, mas só para se proteger mesmo", comenta Oda, presidente do Garoa Hacker. 

Engana-se quem pensa que só homens frequentam as reuniões. Em minoria, as mulheres também têm seu espaço. Mas a surpresa maior ficou por conta desta “ciborgue” que há algum tempo também faz parte do coletivo.

"É um bando de pessoas que têm conhecimento sobre muitas coisas, quer quer aprender mais coisas e passar este conhecimento adiante", diz Luca Toledo, antropóloga e ciborgue. 

O presidente afirma que hacker, esta palavra pequena e já bastante popular, significa ter sede pelo conhecimento e pelo entendimento do mundo que os cercam. "A gente tenta mudar aquilo que não está bom e replica coisas que achamos legais. O orgulho não é pelo nome, mas pelo o que ele representa: a sede pelo conhecimento", diz.

Essa é a ideia! Toda noite, este pequeno, mas aconchegante porão da Casa de Cultura Digital se transforma em um universo paralelo de apaixonados por tecnologia. O hackerspace é um espaço
aberto e colaborativo, que incentiva a troca de conhecimento e experiências. Vale de tudo: programação, robótica, hardware, software, música, artes plásticas, gambiarras mil e – como diz a
página oficial do clube – "o que mais a criatividade permitir". No dia da nossa visita, um dos desafios era abrir algemas e cadeados seu usar chaves.

"Se você tiver um projeto como desenvolver um cubo de LED ou uma solda com ferro de passar roupa, você vem aqui com o seus materiais e começa a trabalhar em cima deles. A gente também procura ter as ferramentas disponíveis para as pessoas utilizarem". explica o presidente.

Os eventos e oficinas são totalmente gratuitos e realizados aqui mesmo, na sede do Garoa. Qualquer um pode participar e não é necessário sequer fazer inscrição. Basta aparecer! O dia da
nossa visita foi uma quinta-feira; a “Noite do Arduíno” – que tem tudo a ver com robótica e automação. Os leigos e “não-hackers” também são bem-vindos. O estudante Íkaro Iuri é um dos estreantes no grupo e estava no pedaço pela primeira vez.

"É o meu primeiro dia aqui. Estou mexendo com arduíno e estou encantado. Para mim está sendo bem legal", comenta o novato.

Sem quaisquer fins lucrativos, o Hacker Clube sobrevive graças ao dinheiro desses aficionados. Os sócios do Garoa tiram dinheiro do próprio bolso para manter a associação a todo vapor. Desde sua inauguração, os fundadores o transformaram em uma empresa privada. Hoje, a maioria dos associados tem até cartão de crédito com o logo do Garoa Hacker Clube impresso no plástico. Bem bacana!

"A nossa conta no banco demorou uns seis meses para ser aberta por conta disso", lembra Oda.  

Desses encontros já saíram muitas coisas interessantes; outras divertidas. O relógio na parede, por exemplo, conta os segundos desde a inauguração do espaço. O cubo de leds está em sua terceira versão e garante a diversão dessa dupla. O paraquedista desenvolveu um forma de ligar sua câmera sem grandes complicações.

A partir de hoje você certamente vai pensar duas vezes antes de torcer o nariz para algum “hacker”! Claro, existem os maliciosos e até criminosos virtuais, mas, para esses, o termo cracker talvez seja mais apropriado. Se você mora na “terra da garoa”, aproveite a oportunidade e conheça o Garoa Hacker Clube. Se não, porque não criar um hackerspace na sua própria cidade? Para conhecer mais sobre o primeiro espaço hacker do Brasil, acesse o link acima. Lá você encontra mais uma reportagem em texto sobre essa galera e também o link para tirar todas as dúvidas para participar e ficar por dentro da agenda de eventos.

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