Livre ou fechado? Entenda o conceito e a ideologia por trás dos softwares

Aberto ou fechado; livre ou proprietário... os nomes são muitos. E a fronteira entre os diferentes tipos de softwares, cada vez mais tênue. Recentemente alguns movimentos chamaram a atenção – grandes empresas apoiando o movimento do software livre e até anúncios do governo de que vai usar mais programas prontos; fechados. Mas antes de iniciar qualquer discussão, a gente precisa entender o que significa cada um.

Software fechado é mais simples; é aquele empacotado e pronto para ser utilizado pelo usuário final, sem qualquer possibilidade de customização ou coisa do gênero. O software livre é um pouco mais complexo; são aqueles que oferecem ao usuário liberdade de executar, distribuir, modificar e repassar alterações, sem a necessidade de pedir qualquer permissão ao criador daquele programa.

No Brasil, o software livre representa apenas 5,2% do mercado. Desse total, quase 60% é usado pelo governo. Mas pouco tempo atrás, o órgão que cuida de boa parte da área de TI do governo federal brasileiro anunciou que iria deixar de usar software livre para adquirir algumas soluções da Microsoft. A notícia causou polêmica, afinal os órgãos públicos são os maiores usuários de software livre no Brasil. Quando questionado, em uma nota enviada ao Olhar Digital, o governo disse que não era bem assim. Segundo a assessoria de imprensa, a mudança afetará poucos órgãos e a ideia é atualizar e ampliar as licenças já existentes; não substituir os softwares livres.

É importante dizer que software livre não é sinônimo de software gratuito. Algumas empresas que trabalham com soluções fechadas fazem duras críticas ao software livre exatamente pelo custo que a implementação livre envolve.

Além disso, o software livre ainda é muito criticado pela qualidade do ponto de vista tecnológico.

Empresas como Amazon, Facebook, Twitter e Google são grandes usuárias, defensoras e contribuidoras do código livre; no início do ano, o Google abriu o código fonte do seu software de inteligência artificial. Mais recentemente, a Microsoft – que sempre criticou o movimento – também se pronunciou aliada do Open Source. Analistas veem esse movimento da indústria sob duas ópticas...

No mercado doméstico, o software livre está presente principalmente com o sistema operacional Ubuntu, baseado em Linux. Mas se você ainda não sabe, nos smartphones, o software livre domina graças ao Android; o sistema operacional de código aberto domina 90% do mercado nacional.



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