Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 10/04/2011 às 15h45
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Locação de filmes online: será que o serviço realmente funciona?

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A maneira mais comum de alugar um filme ainda é sair de casa, ir até uma locadora com os documentos necessários para o cadastro e escolher o que assistir. A parte chata é ter que ir até lá outra vez para devolver o DVD dentro do prazo para não ter que pagar outra diária. Mas, a turma mais conectada já está mudando de hábito.

Sem levantar do sofá, às vezes até pelo próprio celular, muita gente já aluga filmes em sites em que você só precisa escolher o título e torcer para que ele esteja disponível. Em até 24 horas, o DVD ou Blu-Ray é entregue na porta da sua casa.

A maioria desses sites funciona assim: você assina um plano mensal que dá direito a um determinado número de filmes por mês. Para devolver, o mesmo motoboy que entrega se compromete a retirar os filmes na sua casa. Nos Estados Unidos, onde esse tipo de serviço já existe há muito tempo, o esquema funciona tão bem que é apontado por muitos como uma das causas da falência da Blockbuster, que chegou a ser a maior rede de videolocadoras do mundo.

Mas, no Brasil, o nível do serviço ainda não chegou lá. A gente experimentou um desses serviços e o problema foi que o filme escolhido demorou mais de 30 dias para ficar disponível... ou seja, tarde demais. Além desses problemas logísticos brasileiros, esse tipo de serviço acaba com o prazer que muita gente tem em ir até uma locadora e passear pelas estantes até encontrar um filme.

"Eu acho que a locadora tem uma coisa que você não encontra em lugar nenhum: o contato. O cliente vem, conversa com você, às vezes vem a família, a gente discute cinema", diz Maria Lúcia D'Andrea, proprietária da Cine on Vídeo.

Agora, tem outra modalidade de aluguel digital chegando. E essa é ainda mais moderna e prática: trata-se do download de filmes. Esse aluguel online já é febre nos Estados Unidos e começa a dar os primeiros passos no Brasil. Tudo que você tem a fazer é acessar a página do serviço pelo computador ou até pela própria TV com conexão à internet, escolher o filme e baixar o arquivo.

Para pagar, você usa o cartão de crédito ou, em alguns casos, faz uma transferência online direto da sua conta corrente. Parece ótimo, mas para essa moda pegar ainda existem alguns desafios pela frente. "O primeiro é a banda, que, no Brasil não é tão abragente. O segundo é o hábito de consumo. O consumidor tem o costume de ir até a locadora, alugar seu filme, e não de comprar online", explica o Presidente da Saraiva, Marcílio Pousada.

A qualidade do arquivo baixado, que geralmente tem menos de 1 GB, é comparável à de um DVD. Como não temos banda larga realmente veloz por aqui, ainda são poucos os títulos em alta definição para aluguel. E, mesmo sem ser em alta resolução, o arquivo de um filme de duas horas leva mais ou menos 45 minutos para ser concluído - para quem tem uma conexão de 2 MB.

Outra coisa interessante nesse formato é que, se preferir, você pode alugar o filme na casa de um amigo para assistirem juntos. Você não precisa estar necessariamente na sua TV ou no seu notebook. Isso porque todo o conteúdo está armazenado nos servidores da loja virtual: o que determina seu direito de assistir ao filme é o seu cadastro. Para cada aluguel, você adquire junto uma licença, que terá validade de 24 ou 48 horas a partir do momento em que você der o primeiro “play”.

"O que manda é o login, quando a pessoa compra a gente armazena aqui a informação, o filme tá lá. Se ele ainda tiver licenças para poder ativar, ele pode ir em qualquer dispositivo e assistir", afirma Gustavo Mondo, Analista de Projetos Digitais da Saraiva.

Além de ser uma tendência, não dá para negar que a locação online será uma grande concorrente das locadoras. Mas, especialmente no Brasil, ainda não dá para falar sobre o fim dos videoclubes, que há décadas divertem famílias e resistem, mesmo concorrendo com toda a pirataria de DVDs.
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