Netflix deve ganhar mais conteúdo brasileiro

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Leis são antigas demais para a tecnologia

Segundo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, já temos 30 empresas distribuindo filmes e séries de TV via streaming no Brasil. No país desde 2011, o Netflix certamente é o exemplo mais grandioso dessa lista. Só no ano passado, essas plataformas movimentaram mais de 500 milhões de reais no país. O número incomoda. As operadoras de TV a cabo dizem que a concorrência é injusta já que não há regulação dessas plataformas. A discussão já se prolonga por mais de três anos. E, ao que tudo indica, está chegando a hora… mais cedo ou mais tarde as regras do jogo serão decretadas também para o pessoal do vídeo sob demanda.

Mas, antes de qualquer coisa: o que é encarado como “vídeo sob demanda” na visão da Ancine!? Nos últimos anos, este foi o maior impasse dessa discussão. Mas em dezembro do ano passado, eles chegaram a uma conclusão…

O impacto na nossa vida de usuários talvez não seja tão dramático... Primeiro de tudo porque essa definição exclui a possibilidade de o YouTube entrar na dança da regulamentação.

Nesse jogo de empurra, é difícil dizer com certeza se uma regulamentação é boa ou ruim. Depende muito do lado em que você está. Uma coisa é certa, para o setor jurídico, vai facilitar bastante as coisas. Do lado das empresas, a proximidade da regulamentação do streaming não assusta tanto. Elas já esperavam por isso. Afinal, ninguém é ingênuo o bastante para imaginar que viveria nessa terra sem lei por muito mais tempo.

Para nós, usuários, as notícias não são das melhores.... O primeiro impacto que uma regulamentação deve trazer é uma quantidade de conteúdo nacional maior nas plataformas “on demand”. Sim, isso está previsto na carta de intenções do futuro projeto de lei…O problema é que conteúdo nacional não necessariamente significa boa qualidade...

Por outro lado, é bem provável que algumas empresas decidam repassar o custo da tributação para o preço final dos seus serviços. Ou seja, a conta pode ficar mais alta...

No final das contas, essa história de regulamentação do segmento de vídeo sob demanda não é muito diferente das inúmeras discussões envolvendo o Uber, por exemplo. A grande dificuldade é adaptar as leis existentes e já ultrapassadas a negócios tão modernos. Nós preparamos uma matéria bem completa, mostrando esse dilema. Para conferir, o link está logo abaixo do vídeo desta matéria. Confira!



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