Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 23/10/2011 às 15h45
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Nigéria adota transações financeiras feitas totalmente pelo celular

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Na Nigéria, só 10% da população tem conta no banco. Ou seja, quase tudo é feito com base em dinheiro vivo. Para complicar, a maior nota em circulação é a de MIL Nairas; o equivalente a US$6, algo perto de R$10.

Cícero Tortelli, presidente da Freedom, explica que a metodologia de pagamento remoto (mobile payment) pode ser feita com qualquer celular, basta enviar um SMS. "No final de 2009, o Banco Central Nigeriano regulamentou este tipo de pagamento no país", conta.

Nessa regulamentação, ficou estipulado que os bancos deveriam se unir a empresas de tecnologia para desenvolver plataformas. Assim, uma companhia brasileira já com experiência no segmento, foi convidada por um banco africano para apresentar uma solução de pagamento eletrônico pelo telefone celular.

Cícero também conta que daria para criar uma moeda virtual para que as pessoas depositassem o dinheiro e o transferissem para um familiar. "A pessoa poderia pagar o açougueiro, que pagaria o fornecedor, que pagaria a escola do filho", comenta.

Apesar das condições de extrema pobreza, o povo nigeriano usa muito o celular; muitas vezes, até para assistir televisão. Agora, eles também usam o telefone para pagar contas, impostos... qualquer coisa! Fazem praticamente tudo o que a gente faz com dinheiro ou cartões.

O sistema desenvolvido pelos brasileiros funciona como uma conta virtual: o cliente pode fazer depósitos, sacar dinheiro em caixas eletrônicos e até fazer transferências para terceiros. As transações são sempre em tempo real e autorizadas pelo cliente por meio de uma senha pessoal criptografada e atrelada ao número do celular do usuário.

Com a experiência que os nigerianos já tinham com os celulares, ensinar a eles como usar o novo serviço foi tarefa fácil. Cícero conta que o sistema precisa ser simples para que até uma avó saiba usá-lo. Ou seja, o sistema tem que dispensar explicação. "Hoje, as transações acontecem pelo que chamamos de 'push', alertas na tela mostram para o usuário o que é preciso fazer".

Por exemplo, se você quiser fazer uma transferência, basta enviar um SMS com a mensagem "transferir". Assim, vai aparecer na tela a mensagem: "Quanto você quer transferir?". Então, a pessoa coloca o valor e o número da destinatário da transferência. A cada passo a tela vai exibir uma pergunta e só é preciso respondê-las. "Obviamente, se eu colocar um celular errado ou um valor que não existe, o sistema aponta o erro", completa.

Aqui no Brasil nós até já temos alguns aplicativos de bancos e até empresas de e-commerce que aceitam pagamento ou transferências via celular. Mas a indefinição de uma regulamentação pelo Banco Central e o modelo definitivo que vai ser adotado deixa esse processo meio encalhado. "Mas uma coisa é certa, o case da Nigéria mostra que há como implantar um sistema, mesmo com 0% de infraestrutura. Aqui no Brasil, seria mais fácil porque algumas coisas já estão prontas", diz.

Esse modelo adotado na Nigéria é apenas um de vários formatos que existem para pagamentos via celular. O Google, por exemplo, está apostando várias fichas num novo sistema de pagamentos usando o aparelho. A novidade substitui os cartões de crédito e de débito. Se o assunto te interessa, acesse o link e saiba tudo o que os bancos e operadoras de telefonia estão fazendo – também no Brasil - para que o celular assuma mais essa tarefa.
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