Publicidade em buscas perde espaço para vídeos e banners

A tecnologia e a própria Internet em si podem ser quase encaradas como dois seres vivos que se modificam e evoluem o tempo todo. A transformação mais recente identificada tem a ver com anúncios digitais; uma pesquisa recém-divulgada pelo portal eMarketer ((lê-se i-marque-tier)) afirma que este ano os gastos com anúncios em banners, vídeos e conteúdos patrocinados vão definitivamente superar os anúncios em mecanismos de busca – uma das minas de ouro do Google.

O levantamento avalia que o crescimento em publicidade no primeiro formato – em displays ou vídeos – promete crescer 10% em relação a 2015. Para o Google, a notícia não é das melhores, já que a maior parte da receita da empresa vem de anúncios exibidos no site de pesquisas. Por outro lado, quem comemora a notícia – ou melhor, a tendência – é o Facebook. Com a mudança no posicionamento das investidoras, a concorrência entre os dois gigantes da internet passa a ser direta.

Se este movimento se concretizar mesmo em 2016, a maior aposta do Google passará a ser o Youtube – que agora disputa a venda de espaço publicitário diretamente com a rede social de Mark Zuckerberg, cada vez mais focada em vídeos.

O Facebook vem colhendo bons frutos da sua aposta em vídeos. Atualmente, o algoritmo da rede social, que antes priorizava imagens, agora dá maior destaque aos vídeos, que assim circulam com mais facilidade disseminando conteúdo. E, para os anunciantes, iniciar uma campanha diretamente no Facebook também é vantajoso, já que o usuário é impactado sem ter que ser levado para outro site ou rede social. Isso sem contar a possibilidade de segmentar o público e facilitar a criação de novas campanhas.

De qualquer forma, o YouTube ainda é o maior acervo de vídeos do mundo. E, diferente do Facebook, onde as empresas precisam pagar para aumentar o alcance do seu anúncio, no Youtube o alcance é orgânico graças ao gigante número de usuários.

É difícil prever ou até imaginar quem venceria essa batalha; Google ou Facebook. Mesmo porque precisaríamos levar em conta também outros grandes players como Twitter e Linkedin nessa briga. O importante é que o usuário nunca saia perdendo...ou em desvantagem. 



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