Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 07/07/2012 às 18h30
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Review: Max Payne 3

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Nove anos depois de The Fall of Max Payne, a Rockstar preparou um retorno triunfal do ex-policial de Nova Jersey em uma aventura totalmente nova e que promete agradar especialmente a nós brasileiros. Max Payne 3, lançado para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, traz de volta elementos da máfia americana com um toque paulista, já que boa parte de sua história é ambientada na cidade de São Paulo. Acompanhe a nossa análise.

O bom e velho Max de sempre, só que não

A série Max Payne sempre foi conhecida por trazer ação e muitos tiroteios em meio a gangues policiais e criminosas; mais do que isso, os jogos são sinônimo de inovação no gênero. Um exemplo é o primeiro game da franquia, de 2001, que apresentou ao mundo o Bullet Time, um recurso onde a câmera fica lenta e o personagem consegue fazer movimentos mais precisos de tiro e esquiva. E no terceiro título não será diferente. Com elementos antigos e pequenas adições, mas importantes, a trama coloca o jogador em um submundo do crime onde nem tudo é o que parece, e onde os extremos da pobreza e riqueza criam um contraste de ideais.

Após perder a mulher e a filha em um brutal assassinato, Max se torna um viciado em álcool e antidepressivos, consumindo as drogas sem limites para tentar esquecer a dor. Mais velho e visualmente abatido, o ex-detetive vê sua vida tomar um novo rumo com a ajuda de seu amigo Raul Passos, que o convence a se mudar para o Brasil para trabalhar como segurança particular de uma família rica na capital paulista, os Branco.

Assim, Max adota um comportamento mais fechado, limitado a um universo totalmente distinto de sua verdadeira realidade. Ele não é feliz, não se sente seguro, e até mesmo em festas ou boates o policial não esbanja sorrisos. Com isso, apesar de sua triste personalidade, o jogador, aos poucos, entende os motivos de tantos traumas do protagonista.

São Paulo de muitos brasileiros

Os dias de paz na vida de Max não duram muito tempo. Ele presencia o sequestro da esposa do magnata da família Branco e se depara com várias quadrilhas brasileiras, como o Comando Sombra e o Crachá Preto, que parecem ter o mesmo objetivo durante a história. A partir daí, Max vai passar por lugares conhecidos entre os paulistanos, mas com nomes diferentes. Entre eles o Terminal Parque D. Pedro II e o edifício Copan, ambos no Centro, o Rio Tietê, os prédios do bairro do Morumbi, as baladas da Rua Augusta, o parque do Playcenter, a Ponte Estaiada e o estádio de futebol do time fictício Galantis, que faz uma suposta referência ao Corinthians.

Há ainda uma favela chamada Nova Esperança, uma comunidade pobre da capital paulista com direito a moradores locais, funk, samba e claro, muitos criminosos. Até mesmo ao ligar a TV, é exibida uma programação completa do canal aberto, incluindo noticiários, comerciais e novelas. A princípio, as referências podem lembrar o Rio de Janeiro, mas o trabalho da Rockstar, principalmente depois de ouvir reclamações dos fãs durante o desenvolvimento do título, é primoroso, e mostra uma São Paulo do dia a dia de muitos cidadãos.

Tudo em câmera lenta

Em meio a momentos do presente e do passado que recontam o que aconteceu com Max depois de seu trauma familiar, o jogador fará uso de ferramentas já conhecidas na série. A câmera lenta tem uma mecânica sutil e mais inteligente, permitindo utilizar o recurso tanto atrás de uma proteção ou até saltar por cabos, telhados ou no próprio chão para eliminar os bandidos.

O Bullet Time é carregado de acordo com a quantidade de tiros dos adversários, o que não será um problema, já que a dificuldade do jogo é elevada até nos níveis mais fáceis. Assim, o jogador precisa sobreviver a momentos dramáticos e cheios de tensão onde os inimigos avançam sem medo para cima de Max. O ex-policial contará com até três tipos de armamentos: duas pistolas e uma arma de duas mãos, como uma metralhadora, que podem ser melhoradas caso partes douradas desse arsenal sejam encontradas pelos cenários.

Modo cooperativo que diverte e surpreende

A grande surpresa de Max Payne 3 é a modalidade multiplayer, com modos divertidos e tão intensos quanto a campanha single player. Em dois módulos distintos, os jogadores poderão enfrentar partidas entre si com histórias contadas pelo próprio Max, agentes da polícia ou equipes de reportagem. Todos esses modos possuem habilidades especiais que liberam novas opções ao decorrer da jogatina, como armas e itens visuais, permitindo a personalização dos combates na hora de enfrentar outros gamers.

Sotaques nem tão paulistanos assim

Mas você também vai estranhar alguns elementos presentes em Max Payne 3. Quem mora ou já visitou São Paulo, sabe que a cidade é caracterizada pela mistura de pessoas de várias partes do Brasil e do mundo. O problema é que, além de não terem o sotaque típico dos paulistanos, os personagens nacionais da trama possuem diálogos estranhos e que podem desagradar no início. Os criminosos brasileiros, por exemplo, têm praticamente a mesma voz e acabam confundindo o jogador. Outro detalhe é a enxurrada de palavrões forçados dos bandidos, mas é engraçado perceber que, no final das contas, esse quesito não está muito longe da nossa realidade.

Conclusão

Sem dúvida, Max Payne 3 estará na lista de melhores games do ano. O título talvez não traga grandes revoluções na jogabilidade ou nos objetivos, já que as missões são diretas e não permitem mudar o curso da história. Mas o game intimida os jogadores a conhecerem a vida depressiva e difícil do protagonista. Max não é um herói, nem busca grandes realizações financeiras ou profissionais. Tudo o que deseja é encontrar um lugar para recomeçar, e é na cidade de São Paulo que ele vê essa oportunidade. Em uma história como a de Max Payne, o mais importante é sobreviver aos próprios dilemas e aceitar a verdade, por mais dolorosa que ela seja.

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