Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 15/04/2012 às 15h55
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Review: PlayStation Vita

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Assim como seu antecessor, o PSP, o PS Vita tem um design ergonômico e bastante confortável durante o uso. Os controles são os mesmos, com duas alavancas direcionais analógicas à direita e esquerda para comandar os personagens nos jogos. Há ainda o direcional tradicional, e os clássicos quatro botões de ações dos consoles PlayStation, além do "Select", "Start" e uma opção para acessar o menu principal do aparelho. O Vita tem entrada para fone de ouvido e conexão via cabo USB na parte inferior, enquanto na superior fica o botão de liga/desliga, volume e entradas para os cartões de games e de memória SD. Aqui também se encontram o "R" e "L", que servem para direcionar os comandos durante alguns jogos.

A tela do portátil se mostra muito eficiente na exibição das imagens, com um display OLED de 5 polegadas touchscreen. Aliás, a parte traseira do Vita também possui duas áreas sensíveis ao toque que possibilitam indicar para onde o personagem principal dos games deve seguir ou quais funções deve efetuar. Isso possibilita que o jogador controle os títulos tanto pelo visor touchscreen quanto pelos botões analógicos nas extremidades do console. Além disso, o aparelho também é bem leve: apenas 700 gramas.

O PlayStation Vita chama a atenção pela multifuncionalidade. A tela de inicialização é diferente do PSP e do PS3, e apresenta logo de cara as demos de alguns dos títulos disponíveis para o portátil. Mas o que vale ressaltar é um tutorial bem interativo no "Portal de boas-vindas" para que você experimente todas as funções do sistema em forma de minijogos. E tem de todo tipo: este aqui testa a sua velocidade com números, este mostra os recursos da câmera fotográfica, e este traz um bonequinho de skate controlado pelo movimento do Vita nas mãos do usuário. Além de divertir e entreter quem estiver jogando, todos os games geram os famosos troféus, que podem ser compartilhados na PSN.

O Vita oferece uma série de gadgets para um ou mais usuários ao mesmo tempo. Um deles é o "Party", um serviço que permite a criação de uma sala com outros amigos para a troca de mensagens via chat ou jogar partidas - mas o recurso só funciona com aqueles que também possuírem um PS Vita. Já o "Near" possibilita descobrir o que outros jogadores à sua volta estão jogando, enquanto as "Mensagens de grupo" e "Amigos" revelam uma forma mais fácil de se comunicar com os seus amigos da PlayStation Network. Inclusive, a loja da PSN tem um aplicativo no Vita, mas ele é simples e limitado. Vale lembrar que todos esses aplicativos, sejam eles jogos ou arquivos, podem ficar abertos enquanto se executam outras coisas, sem a necessidade de finalizar as janelas.

O Vita também funciona como um HD externo, já que armazena fotos, vídeos e arquivos de música tanto do computador como de um PS3, através do "Gerenciador de conteúdo". Além disso, existe a opção "Uso Remoto", para que o usuário cadastre o portátil no sistema do PlayStation 3 e o utilize como um joystick opcional. Por fim, e não menos importante, estão o navegador da internet e as câmeras. O browser funcionou muito bem em nossos testes, com uma visualização otimizada para o portátil e rápida integração com as redes sociais. Já as câmeras frontal e traseira não agradam tanto pela baixa resolução: apenas 2 megapixels. Mas elas podem ser objetos bem úteis e até engraçados quando usadas em alguns jogos. Aqui, neste game de luta, por exemplo, captamos o rosto do nosso repórter para então reproduzí-lo no personagem. Olha só!

Mas e os gráficos? Quem tem um PSP ou um Nintendo 3DS sabe que muitos jogos não apresentam uma qualidade nem mesmo de nível razoável. Mas o PlayStation Vita superou todas as expectativas, e o poder visual está digno da high definition de consoles maiores, como o Xbox 360 e o próprio PlayStation 3. O som do aparelho também é bastante atrativo, seja utilizando os pequenos alto-falantes na parte frontal, seja pelos fones de ouvido. A bateria é outra característica fundamental para o sucesso do dispositivo: ela suportou cerca de três horas seguidas enquanto utilizávamos games, vídeos ou serviços, e quase cinco horas ligado, mas no modo stand-by.

Mas, nem tudo é festa e o PS Vita também apresenta alguns incômodos. Um deles é que, em determinados jogos, é necessário usar quase todos os botões de controle analógico e touchscreen simultaneamente. Outro ponto importante é que o Vita não possui memória interna, ou seja, é preciso comprar um cartão de memória para realizar qualquer instalação. Mas, sem dúvida, o mais desanimador é o preço brasileiro: salgados R$ 1.599 no kit oficial, o que impede uma rápida popularização do portátil aqui no Brasil.

Conclusão: o PS Vita é um console de mão com um gigantesco potencial. A Sony acertou em cheio com o lançamento da nova geração de portáteis da família PlayStation, superando seu singelo antecessor, o PSP, e seus concorrentes, como o Nintendo 3DS. As câmeras do aparelho deixam a desejar, mas os gráficos da tela OLED de 5 polegadas surpreendem pela mesma qualidade dos videogames de mesa. É fato que o preço comercializado no País ainda não é muito convidativo, mas o Vita tem tudo para ser um dos dispositivos mais ambiciosos e bem sucedidos no mercado, pois de pequeno ele só tem o tamanho.

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