Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 16/05/2012 às 18h10
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Review: Silent Hill Downpour

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Não foi só o jogo que adquiriu novas roupagens, mas também um novo personagem, que não tem ligação nenhuma com os primeiros "Silent Hill". Você vai entrar na pele de Murphy Pendleton, um detento que está prestes a ser transferido para uma prisão de segurança máxima, acusado de assassinato. Durante o trajeto, ele sofre um acidente de ônibus que acaba jogando o "herói" do enredo dentro da sombia Silent Hill. Para quem nunca jogou, vale lembrar que ninguém vai parar em Silent Hill por acaso, e isso não será diferente com Murphy, pois é a partir daí que o prisioneiro precisa descobrir os motivos que o levaram para a cidade e encontrar uma forma de fugir daquele pesadelo criado pelo seu próprio psicológico.

Conforme a história se desenvolve, Murphy precisa encarar os medos que envolvem seu passado, relacionados diretamente com a morte de seu filho. Para isso, será necessário tomar algumas decisões que irão afetar o final do jogo, como ajudar um personagem ou deixá-lo para morrer. Os elementos de RPG não são muitos, mas servem para envolver o jogador nos traumas do protagonista, que terá de enfrentar espíritos, monstros, bonecas invisíveis e conflitos internos para sobreviver ao terror de Silent Hill.

Claro, nada disso será fácil, já que armas e munições são praticamente escassas. A vantagem é que qualquer coisa pode ser usada como defesa particular, desde o combate corpo-a-corpo até tijolos, garrafas e cadeiras. Muitos deles ainda servem para arrebentar cadeados e, assim, dar acesso a novas áreas. O único problema é que essas armas aguentam poucas pancadas e se tornam inúteis depois de um certo tempo. Portanto, o melhor a fazer é usá-las só quando for realmente necessário, ou simplesmente correr para evitar ferimentos, já que remédios também não estão em grande quantidade na trama.

Os cenários talvez sejam o ponto mais alto do game, pois remontam aos primeiros jogos e apresentam partes da cidade até então nunca exploradas nos títulos anteriores. Os ambientes são calmos, mas ao mesmo tempo perturbadores, cheios de elementos macabros. A neblina e a chuva dão um toque de suspense sobre o que estará na próxima esquina, e os lugares escuros, como apartamentos e lojas abandonadas, são ainda mais horripilantes. Com isso, o sentimento de angústia e desespero só tende a aumentar.

Aliás, várias dessas partes da cidade reservam histórias peculiares sobre os habitantes, que Murphy pode ou não optar por conhecê-las, através das Missões Secundárias. Elas envolvem encontrar uma garotinha perdida, dar paz a espíritos atormentados, enfim, uma adição muito bem pensada pela Vatra para prender ainda mais os jogadores aos segredos de Silent Hill.

Mesmo na tentativa de elevar "Silent Hill" para um novo patamar, "Downpour" falhou no quesito combates. O sistema, em si, é muito simples: basta mirar em algum inimigo e derrubá-lo com dois ou três golpes. Quem esperava ver uma luta com adversários à altura de Pyramid Head, pode esquecer, pois, em quase todo o jogo, não há armamento suficiente para derrubar uma criatura sequer. Outro elemento que deixou a desejar foram os puzzles. Muitos deles revelam um mecanismo sem grandes dificuldades, sem fazer o jogador pensar em como dar um fim ao quebra-cabeça.

Apesar dos pontos negativos, "Silent Hill: Downpour" é um título com boas intenções e, pela primeira vez em oito anos, reuniu muitos elementos presentes nos primeiros games da série, considerados os melhores até hoje. Murphy é um personagem que, assim como James, de "Silent Hill 2", conseguiu chamar a atenção do jogador não só por uma trágica e misteriosa história, mas também porque podemos acompanhar sua construção ao longo de todo o jogo. Mesmo com um inventário contendo mapas e dicas do que fazer, é impossível não acabar se perdendo em Silent Hill, e angústia, agonia, gritos e medo estão presentes até nas menores coisas.
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