Saiba como é andar num carro supertecnológico de R$ 350 mil

A experiência é para poucos, afinal - aqui no Brasil - este carrão custa mais de 350 mil reais. São mais de mil reais para cada cavalo de potência do motor turbo 2.0. Se por fora o Volvo XC90 impressiona, por dentro o luxo é um show à parte. Mais do que o acabamento que lembra uma primeira classe de avião, a tecnologia embarcada no carro deixa qualquer um impressionado - até nós, que vivemos ela diariamente.

Do lado de fora, os sensores de proximidade estão por todas as partes; nos para-choques e nas laterais. Quatro câmeras de alta definição - duas embaixo dos retrovisores externos, uma na frente e outra atrás - criam uma visão 360 na hora de manobrar o veículo. É como se houvesse um drone filmando o carro por cima. Apesar do utilitário ser bem grande - são quase cinco metros de comprimento e três de largura - com essa ajudinha extra ficou fácil manobrar a “barca" mesmo em locais apertados. Estacionar também não foi problema. O Volvo XC90 estaciona sozinho; tanto em vagas paralelas quanto perpendiculares; nós testamos as duas e o assistente não nos deixou na mão nenhuma vez. A precisão é milimétrica; tudo sem ter que encostar as mãos no volante.

Nesta caixa instalada no topo do para-brisa, atrás do retrovisor interno, mais tecnologia: câmeras 3D e de visão noturna estão combinadas com sensores laser, radares e sonar que permitem que o carro identifique outros veículos ao seu redor, assim como ciclistas e pedestres. As câmeras identificaram todas as placas de limite de velocidade que cruzaram nosso caminho. Na estrada, elas também reconhecem as faixas de rolagem; qualquer vacilada no volante, o carro automaticamente força a direção para que você continue na pista. No início, essas ações do carro assustam um pouco, mas depois que a gente acostuma a sensação de segurança e estabilidade é enorme.

Um dos destaques digitais do SUV é a central multimídia. Praticamente todas as funções do carro são controladas através desta tela sensível ao toque de 9 polegadas. Para quem está acostumado a usar tablets e smartphones o tempo todo, foi bem fácil navegar e encontrar tudo o que precisávamos quando foi necessário.

Agora, atrás do volante, dirigindo - onde nosso repórter passou uma semana - o que mais chamou atenção foram os dois sistemas de piloto automático que fazem do Volvo XC90 um veículo “quase" autônomo. Ele ainda não sabe andar sozinho, mas chega perto disso. Em qualquer lugar, ao acionar o piloto automático adaptativo, o carro assume o controle dos pedais: freio e acelerador. Basta definir a distância que deseja manter do carro da frente e a velocidade máxima que quer atingir. Pronto, o carro da frente anda, ele anda; o carro da frente para, ele para. No começo é difícil confiar plenamente no sistema e tirar os pés do freio - principalmente em um brinquedo que custa mais do que muito apartamento por aí…mas com o passar do tempo, a confiança mostra mais um sistema que traz bastante comodidade e, principalmente, segurança.

Quando as faixas de rolagem estão bem demarcadas, existe um outro comando que, além dos pedais, assume também o controle da direção. Aí a brincadeira fica seria. Sem as mãos e sem os pés! ((tenho essa imagem com a GoPro)) Até 50 quilômetros por hora, o carro acompanha as faixas, inclusive fazendo curvas e segue o carro da frente mantendo a distância pré-estipulada. Esse comando parece mágica. Dá bastante medo soltar as mãos do volante e assistir o carro andar praticamente sozinho. De novo, depois de algumas vezes, a confiança vem e, neste caso, traz uma função de extrema comodidade para casos de trânsito intenso ou comboios. Esta função é interessante e ao mesmo tempo curiosa: você fica muito mais relaxado em uma situação de transito; às vezes até demais e acaba deixando de lado a condução para prestar atenção em algumas coisas como o sistema de som de 1400 watts de potência ou o cenário ao seu redor.

Comparar o carro a um avião talvez não seja exagero. É o primeiro passo para o futuro de carros autônomos que devemos encontrar em breve pelas ruas; bom, dos Estados Unidos ou da Europa - por aqui ainda deve demorar um pouquinho mais. Mais do que que esperar, uma coisa todos nós podemos estar certos: o trânsito promete ficar, senão menos caótico, mais seguro e mais divertido também.



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