Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 06/11/2011 às 15h45
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Segurança Digital: como os antivírus funcionam?

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Os bandidos virtuais usam tudo que podem para conseguir realizar roubos virtuais – o objetivo é claro: eles querem o seu dinheiro.  Os programas antivírus são apenas uma das maneiras de tentar equilibrar o jogo a favor do usuário. E nessa briga, vale até mesmo antivírus gratuito. JR Smith, CEO da AVG, é quem explica essa realidade do mercado.

"Todos merecem estar protegidos. Então, os fundadores da empresa decidiram, em 2001, liberar uma versão gratuita. Em 2006, várias marcas resolveram seguir esse modelo e os antivírus gratuitos começaram a se espalhar".

Qual a diferença entre o software gratuito e o pago? A base do antivírus é a mesma nas duas versões. O que varia é a quantidade de camadas de proteção entre o pago e o gratuito. Os novos antivírus pagos têm proteção contra spyware, antispam, firewall próprio e mecanismo de buscas seguras. Já os gratuitos têm menos barreiras de proteção – eles fazem apenas a detecção de vírus.

JR diz que, há alguns anos, as empresas até poderiam beneficiar os pagos e fazer o update dessas versões primeiro. Mas agora, com a computação em nuvem, isso não importa mais. "Todos são atualizados o tempo inteiro, tanto a versão paga quanto a gratuita. Além disso, os nossos usuários que estão espalhados pelo mundo enviam, o tempo todo, informações que são suspeitas em suas regiões. São 1 bilhão e meio de pedaços de informações a cada dia, avaliadas por nós", diz.

O antivírus funciona – ou funcionava – assim: quando uma praga era detectada, os "caçadores de vírus" pegavam uma amostra desse malware e produziam uma vacina. Essa vacina era disponibilizada no pacote de atualização do antivírus, e baixada para o computador do usuário de tempo em tempo. Mas, como as pragas estão cada vez mais elaboradas, e são produzidas em maior quantidade e velocidade, o processo teve que mudar. Atualmente, as amostras importam menos que os comportamentos suspeitos.

JR diz que "nos anos 80 e 90, a gente identificava um pedaço do vírus, acrescentava a um banco de dados e fazia a atualização no computador. Aí, era só comparar esse pedaço com o arquivo suspeito". Ele comenta que hoje, tudo está baseado na internet, as ameaças são criadas o tempo todo e fica difícil fazer tantas atualizações: "Então, hoje nós avaliamos o comportamento do seu computador: o que aquele software ou sistema operacional deveria fazer? Por exemplo: se você está no Excel e alguma porta é aberta e se conecta com a China, é porque existe algo errado", explica.

Os analistas afirmam que quando algum serviço passa a ser utilizado por 10% da comunidade online, as empresas de segurança já acendem a luz vermelha: a partir daí, é necessário se cuidar! E isso vale para todos os sistemas operacionais.

Em algum momento, a forma de utilização dos smartphones mudou, de acordo com JR. Ele explica que eles estão cada vez mais rápidos, as redes móveis transferem cada vez mais dados, então você pode surfar e fazer coisas que só podiam ser feitas no computador, sem ter que esperar muito tempo por isso. Então, há uma razão para que os cibercriminosos ataquem esses dispositivos também.

Só para se ter uma ideia: há 12 meses, cerca de 5 pragas eram produzidas a cada dia para o sistema Android. Hoje, são 80 no mesmo período.

No Facebook a situação é ainda pior: cerca de 2 mil pragas são criadas a cada dia só para a rede social. Para complicar, existem softwares encontrados facilmente na internet que ajudam no desenvolvimento dos vírus. Mesmo quem não tem conhecimento de programação, consegue criar um spyware.

E veja como eles podem ser realmente capazes de formar um mundo perigoso. Muitas vezes, o vírus está exposto, na cara de todos, mas a maioria não consegue detectá-lo. Será que você consegue descobrir onde mora o problema na imagem abaixo? Analise com calma. Você tem todo o tempo para descobrir o vírus nela. Na semana que vem, a gente te dá a resposta.

E na próxima reportagem da série Segurança Digital, vamos conferir como os criminosos estão agindo nos smartphones e no mundo das redes sociais. Acompanhe e fique seguro!
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