Smartphone já aparece entre os presentes de Natal mais desejados pelas crianças

Todo ano é a mesma coisa: chega o Natal, hora de procurar presentes. Neste, não foi diferente. A tecnologia abre um leque gigantesco de opções, mas também tem complicado a vida dos pais, que estão gastando cada vez mais com presentes para os filhos.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostra que – como era de se esperar – os filhos são os principais alvos dos presentes de Natal. E um dos objetos mais desejados é o smartphone, com 17% das intenções de compra.

É curioso que esse índice vem subindo. No ano passado, até livros eram mais desejados do que celulares, que tinham só 13% das intenções de compra. E é mesmo cada vez mais comum vermos por aí a criançada usando smartphone ou tablet para fazer de tudo - muito diferente do que os pais queriam quando eram crianças.

O Miguel e a Milca são filhos da Ana Paula e, mesmo com pouca idade, já gostam de passar algum tempo na frente da telinha.

A Ana Paula, como muitas outras mães e pais, também se preocupa com o tempo que as crianças passam interagindo com a tecnologia. Uma pesquisa feita num hospital, na Coreia do Sul, mostra que crianças que usam smartphone de 4 a 8 horas por dia têm mais chance de desenvolverem estrabismo - ou, como se diz popularmente, de ficarem vesgas.

Por causa de toda essa preocupação, os pais parecem estar mais espertos e prontos para dominar os gostos das crianças. Essa mesma pesquisa de intenção de compras para o Natal mostra que brinquedos tradicionais, como bonecas, bolas e jogos, ainda são a preferência dos pequenos. Esse tipo de presente é o mais pedido para 41% dos entrevistados. Em relação ao ano passado, houve um aumento de 10% na procura por brinquedos.

A tecnologia já aparece em todo tipo de presente que os pais pretendem dar aos filhos, seja um boneco que reconhece comandos de voz ou um cachorro com tela sensível ao toque. A garotada parece estar mais conectada do que antigamente, mas a expectativa do mercado é de que, pouco a pouco, a infância tradicional, como os mais velhos conhecem, esteja voltando a ocupar as vidas dos pequenos.

A Ana Paula concorda: tem tempo pra tudo. É impossível manter as crianças de hoje em dia longe da tecnologia, mas é preciso saber dosar o tempo que elas passam na frente do smartphone ou do computador. Nessa fase de desenvolvimento, o equilíbrio precisa ser muito bem calculado. Não só na época do Natal.



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