Streaming cresce e incomoda a indústria de entretenimento

Se você pensa que 2015 foi o ano do streaming, está enganado – esse foi apenas o primeiro ano em que o streaming de vídeo incomodou o velho jeito de ver TV. A Netflix é só um dos exemplos. Nos Estados Unidos, há vários outros serviços, como o Hulu (lê-se Rúlu) e o Amazon Prime. O interessante é que, ao contrário do que muita gente disse sem pensar duas vezes, esses serviços não vieram para acabar com a TV. Ao contrário: nos Estados Unidos, por exemplo, vive-se uma era de ouro da televisão, com criatividade e produção em alta. E boa parte disso aconteceu por conta da concorrência desses serviços e o consequente fortalecimento dos produtores de conteúdo. A tendência é irreversível.

O Brasil também entrou na onda do streaming de vídeo. Por aqui, o fortalecimento dos produtores de conteúdo ainda é mais lento – já que a TV tradicional tem uma força desproporcional por aqui... É esperar para ver se essa mudança tecnológica pode ajudar a nossa indústria de TV a sair do marasmo em que se encontra nas últimas décadas. O público mais jovem já deu o recado e a Apple, por exemplo, já o interpretou: o futuro da TV repousa nos aplicativos e não mais na grades engessadas das emissoras.

Ah! E só para não dizer que não falamos da indústrida da música, pois é, como apostamos no final do ano passado, ela, também está passando por outra mudança profunda graças ao streaming. Novamente, os mais jovens encabeçam a mudança de comportamento. E, você pode apostar, se comprar CDs e discos virou coisa de nicho, baixar arquivos de áudio vai para o mesmo caminho. O streaming vai dominar a indústria fonográfica. Para o bem ou para o mal.



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