Testamos o K10, o novo smartphone intermediário da LG

A LG pode ser uma das maiores fabricantes de celular no Brasil, mas assim como a rival Samsung, a empresa sofre para se estabelecer com um aparelho de sucesso no ramo intermediário do mercado, como acontece com o Moto G. A empresa tenta mudar isso com o K10, o novo celular da LG na faixa de preço dos mil reais.

O K10 é um aparelho que se destaca um pouco em estética dos demais modelos na mesma faixa de preço. Sua traseira traz um plástico com textura que diferencia o aparelho dos demais e também favorece a pegada. Além disso, os cantos da tela são levemente curvados, com a tecnologia 2,5D, que faz com que o painel de vidro frontal se una com a traseira de forma mais suave, contribuindo também para um aparelho fino e leve. O celular também traz os botões na parte de trás, uma característica da LG que a empresa abandonou recentemente com o lançamento do G5.

A tela do K10 é de 5,3 polegadas, o que está na média da faixa de preço, com uma resolução também padrão de 1280 por 720 pixels com a tecnologia LCD IPS. É um painel que não se destaca como o do Galaxy J5, que usa a tecnologia Super AMOLED da Samsung, mas que também não decepciona.

Por dentro, no entanto, o LG K10 é um smartphone mais simples do que seu exterior aparenta, compatível com a sua faixa de preço. Apesar de ter um processador MediaTek com oito núcleos, isso não se traduz em um alto desempenho, já que o chip é apenas intermediário, mesmo com o alto número de núcleos. Em tarefas mais pesadas, como jogos o aparelho tende a engasgar, mas isso dificilmente é notado no uso mais comum, em redes sociais, aplicativos de mensagens e navegação na web.

A câmera também é mediana, o que coloca o aparelho da LG um pouco abaixo de aparelhos como o Galaxy J5 e J7, da Samsung, e o Moto G, que conseguiram driblar um pouco as limitações do preço para oferecer câmeras um pouco melhores. O K10 tem, na sua câmera traseira de 13 megapixels, um foco automático um pouco lento, e em situações mais escuras vários detalhes acabam se perdendo na imagem.

A câmera frontal de 8 megapixels também é apenas razoável, mas com um detalhe que é o flash virtual: a tela fica quase branca para emitir luz e iluminar os rostos das pessoas em uma selfie, o que ajuda em lugares escuros. Não é uma solução tão boa quanto um flash real, mas já ajuda.

O K10 tem uma vantagem em relação a boa parte dos competidores que é o fato de já sair de fábrica com a versão 6.0 do Android, chamada Marshmallow. Infelizmente, muitas dessas vantagens estão diluídas na interface customizada da LG, que nada tem a ver com o Android puro. Ainda assim, o fato de ter maior controle sobre as permissões aos aplicativos e as outras vantagens do Marshmallow como o modo de economia de bateria traz um ponto positivo em comparação com a concorrência, que em sua maioria está presa no Lollipop.

O LG K10 é um aparelho intermediário com limitações, mas é um aparelho com alguns pontos positivos, com um design mais estiloso que a média e um Android mais atualizado do que a competição. No entanto, apesar de atualizado, o software da LG ainda é um ponto fraco, assim como a tela, câmera e o desempenho são apenas medianos na comparação com a concorrência. Na faixa de preço, modelos como o Lenovo Vibe, Moto G de terceira geração e os Galaxy J5 e J7 tem mais pontos fortes do que o novo modelo da LG.



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