Testamos os navegadores mais populares da web; saiba qual é o melhor

Nas nossas bancadas, testamos as últimas versões do Google Chrome; do Edge, da Microsoft; do Firefox, da Mozilla; e do Safari, da Apple.

INSTALAÇÃO E COMPATIBILIDADE

Como todo mundo sabe, o navegadores são gratuitos e estão disponíveis nas suas páginas oficiais; no final a gente deixa o link direto de todos eles. O Edge, da Microsoft – que substituiu o esquecido Internet Explorer no Windows 10 – já vem instalado no novo sistema operacional. Da mesma forma, o Safari já vem embarcado nos computadores da Apple. 

Nem todos os navegadores são compatíveis com todos os sistemas operacionais. Veja a tabela. O Chrome e o Firefox são compatíveis com Windows, Mac OS e Linux; o Edge, como acabamos de mencionar, só roda no Windows 10; da mesma forma, o Safari deixou de suportar computadores rodando Windows e agora só está disponível para Macs seguindo a linha de exclusividade de produtos da Apple.

DESIGN E USO

Desde o surgimento da primeira versão do Chrome, em 2008, os navegadores cada vez mais buscam um design minimalista. O objetivo é ser mesmo quase transparente para que o usuário possa aproveitar o máximo o que os serviços online oferecem. Em todos eles, os botões são monocromáticos e bem discretos

Os quatro navegadores trazem na sua página inicial ícones ou pré-visualizações dos sites visitados com maior frequência. Cada browser tem sua própria loja de aplicativos. O Google Chrome é o que traz mais opções de apps; claro, os da própria empresa, como Gmail, YouTube, Google Drive e outros já vêm pré-instalados, mas ainda há opções de jogos, plug-ins e temas para personalizar o navegador. O Firefox também tem seu marketplace com ofertas de aplicativos, temas e outros. O diferencial do browser da Mozilla talvez seja o leitor de PDF integrado; mais do que isso, o Firefox também é o navegador mais personalizável dos quatro testados aqui.

O Safari usa a mesma App Store do próprio sistema operacional Mac OS X; o que agrada muito no navegador é o modo de leitura, que exibe apenas o texto de uma página, excluindo fotos e publicidade que poluem o site. No Edge, da Microsoft, além do Modo Leitura, que simplifica o layout para permitir uma leitura mais rápida e sem distrações, é possível escrever, desenhar e fazer anotações diretamente nas páginas online. Isso é bem legal.

Os quatro navegadores oferecem a opção de compartilhar as páginas abertas; mais do que isso, é possível ainda sincronizar suas preferências como os bookmarks e até abas abertas em diferentes dispositivos. Para cada um deles é preciso ter uma mesmo conta logada em todos os dispositivos que deseja sincronizar.

PERFORMANCE

Sem dúvida, este é um dos principais quesitos na comparação de navegadores. O desempenho do navegador é o que determina a experiência do usuário. Enquanto um navegador lento pode travar em certas situações ou demorar demais a ponto de irritar o usuário, os mais velozes surpreendem até os mais exigentes. Para compará-los, o mais justo é usar os tradicionais benchmarks; testes completos que avaliam a performance do browser em diversos aspectos. Antes dos resultados, vale dizer que um usuário comum dificilmente vai notar grande diferença nessa velocidade de renderização de páginas; os quatro navegadores são bastante rápidos. Mas vamos aos resultados.

Escolhemos os melhores e mais completos serviços dedicados de benchmarking para avaliar cada um dos browsers. O Peacekeeper, uma das ferramentas mais confiáveis de mercado, realizou uma série de testes simulando inclusive o acesso a redes sociais – umas das principais atividades em navegadores atualmente. Nesta comparação, quem se saiu melhor foi o Safari, com 5023 pontos; em segundo lugar, o Firefox atingiu 3861 pontos; o Chrome ficou bem perto, com 3605 pontos; em último lugar, o Edge marcou 2279 pontos.

O segundo benchmark foi o Browsermark, um serviço independente que testa as habilidades do navegador para executar cálculos complexos relacionados com a tecnologia web. Assim como o Peacekeeper, a aplicação também faz testes padrão, como renderização, HTML5, execução de vídeo e jogos, entre outros. Nesta avaliação, o Safari se destacou bem dos seus rivais e ficou com 7459 pontos; o Chrome veio em segundo, com 4856 pontos; em terceiro, o Firefox marcou 3932 pontos; novamente, com pior desempenho, o Edge anotou 2750 pontos.

A terceira bateria foi realizada pelo Octane 2.0. uma solução desenvolvida pelo Google que tenta simular o uso do mundo real em cada uma das avaliações. O benchmark testa traçado de raios, resolução, criptografia, física 3D e muito mais – ao todo são 17 testes. Segundo o Google, o Octane testa as funções das mais complexas e exigentes da atualidade. Nesta comparação, o Chrome levou a melhor (o que era de se esperar, afinal o teste é da Google), com 23719 pontos; surpreendendo, na segunda colocação, o Edge ficou bem perto, com 23693 pontos; o Firefox marcou 22667 pontos e, nesta bateria, o último colocado foi o Safari, com 21391 pontos.

Por último, o resultado do teste HTML5 indica o suporte do navegador à linguagem HTML5, claro, e também algumas especificações relacionadas. A pontuação é calculada por meio de testes para diversos recursos do HTML5 e é uma das mais valiosas entre os testes que realizamos. Alguns valem mais, outros menos pontos. Do máximo de 555 pontos, em primeiro lugar ficou o Chrome, com 521 pontos; em seguida, o Firefox alcançou 468 pontos; o Safari ficou em terceiro, com 400 pontos; acompanhado bem de perto pelo Edge, com apenas três pontos a menos: 397.

Os benchmarks do Chrome, Edge e Firefox foram realizados na mesma máquina rodando Windows 10; o computador tem processador Core i5 e 8 gigabytes de memória RAM. Cada teste foi executado individualmente, sem qualquer outro programa ou janela do navegador abertas. O único testado em outro equipamento, por motivos de compatibilidade, foi o Safari – neste caso, usamos um Macbook Air também com processador Core i5 e 8 giga de RAM.

SEGURANÇA E PRIVACIDADE

As constantes atualizações mantêm os navegadores cada vez mais seguros. Apesar de ser o mais “acusado” de coletar informações dos usuários, o Chrome é o que leva um pouco de vantagem nesse quesito; ele sempre faz um alerta para downloads potencialmente nocivos e tem um excelente nível de segurança.

Todos os navegadores oferecem uma opção de sessão privada. Com esta função, é possível impedir o armazenamento de histórico, arquivos temporários e cookies.

CONCLUSÃO

Esta é uma decisão difícil, mas depois de tanta análise, ficamos munidos de informação e experiência para escolher o vencedor deste Laboratório Digital. Apesar de ser o mais novo dos quatro, o Edge da Microsoft, que diga-se de passagem é infinitamente melhor do que o Internet Explorer, ficou na última posição. Sim, o navegador é mais rápido que seus antecessores, é bem clean e tem o diferencial de poder fazer anotações na página online. Fora isso, ele amargou as últimas posições em dois benchmarks e ainda só é compatível com Windows 10.

Na terceira posição, a nova versão do Safari. Ainda que tenha se destacado nos testes de benchmark, é um navegador exclusivo para usuários de Mac; aliás, pela integração completa, talvez seja a melhor opção para quem tem dispositivos Apple. As opções de compartilhamento são completas e não temos qualquer problema com desempenho.

O Firefox conquistou o segundo lugar. Além de ter se saído muito bem no benchmark de HTML5, o navegador é o mais indicado para quem curte customização. Ele tem uma infinidade de temas disponíveis. A loja de aplicativos deixa um pouco a desejar, mas o navegador da Mozilla não foi páreo para o grande vencedor desta edição..

É... o Google Chrome continua reinando no mundo dos browsers. É o software mais integrado de todos os comparados aqui; principalmente para acessar os serviços da Google como Gmail e o Drive. Mas não só isso; o Chrome também é o que possui a maior e mais útil seleção de aplicativos e extensões. Se não bastasse, o navegador se saiu super bem nos benchmarks e é definitivamente o melhor e mais rápido dos quatro!

E aí? O que você achou da nossa decisão? Aliás, qual seu navegador preferido? Compartilhe sua experiência e alimente uma saudável discussão para ajudar quem ainda não escolheu ou não está contente com o browser atual.



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