Embed Apagar a luz Acender a luz Publicado em 19/06/2011 às 15h45
Copie e cole o código abaixo para compartilhar ou incorporar o vídeo.
<iframe src="http://olhardigital.uol.com.br/embed/ja_imaginou_um_aviao_que_nao_precisa_de_piloto/18758" frameborder="no" scrolling="no" width="460" height="290"></iframe>
FECHAR

Um avião que não precisa de piloto, e trabalha a serviço da polícia

  • Aviação
  • Computadores
  • Smartphones
Vídeos relacionados
Ver todos


Atenção senhores passageiros, apertem os cintos, o piloto simplesmente sumiu! Ou melhor, deixem os cintos pra lá, não há motivo para pânico; afinal, além de não ser tripulada, esta aeronave não precisa de piloto algum. Este aviãozinho é inteligente o bastante para completar uma rota de voo sem qualquer intervenção humana. 

"Essa categoria de equipamento é chamada de 'VANT', que é veículo aéreo não tripulado. Isso quer dizer que eu posso programá-lo pra executar uma missão, que eu determinei a priori. Por exemplo, eu quero fazer o mapeamento de uma área. Então, eu programo e ele tira fotos dessa área. Depois eu posso construir um mapa utilizando essas imagens", explica Jen John Lee, consultor de negócios da AGX Tecnologia.

Através de um smartphone, tablet ou computador, ainda antes da decolagem, o usuário determina o plano de vôo da aeronave e também quais serão suas atividades no ar. A interface de uso é tão simples que mesmo uma criança conseguiria programar o aparelho.  

"Você define um mapa da região que ele vai fazer a missão e ele passa pelos pontos definidos pelo planejador. A partir daí, ele vai filmar e fazer fotos completando a missão a qual foi determinado", conta Kalinka Castelo Branco, professora do INCT-SEC/USP.

Esses “aviões-robôs” são totalmente operados por um sistema autônomo de navegação. Uma vez lançado no ar, esta placa composta por quatro processadores, que representa o cérebro da aeronave, aciona o piloto automático e diz exatamente tudo o que ela deve fazer. E, se preciso, em caso de emergência, até executa um pouso forçado.

Movido a energia elétrica, o “Tiriba 2”, como foi batizado, possui cerca de uma hora de autonomia de voo, o que lhe permite sobrevoar uma área de até 500 hectares a uma velocidade média de 100 quilômetros por hora. Toda a comunicação com a base é feita através de radiofreqüência e também via Wi-Fi. Com isso, é possível até que as câmeras instaladas na aeronave transmitam vídeo em tempo real para o pessoal em terra.

Apesar de pequeno e muito leve, este avião não tripulado tem tudo o que uma aeronave comercial precisa ter para voar com segurança. Além disso, dependendo da missão, uma série de outros sensores pode ser instalada no Tiriba.  

"Dos equipamentos que garantem o funcionamento das aeronaves comerciais, todos estão presentes no Tibira, por exemplo, sensores barométricos ou GPS. Isso vai permitir que a aeronave saiba onde ela está e saiba para onde ela tem que ir. Já nos equipamentos que vão nos dar informações, podemos citar câmera em alta definição para fotos e vídeo em tempo real", disse Jen John Lee. 

Há pouco mais de um ano, o avião não tripulado está em fase de testes e treinamentos para começar a trabalhar junto com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo. Em um primeiro momento, ele seria empregado essencialmente no combate às agressões ao meio ambiente, principalmente em locais de difícil fiscalização.  

Mas as aplicações desse tipo de aeronave são inúmeras, passando desde mapeamento de uma região por imagens até ações de guerra.  

"Em ações táticas, ele pode fazer desde o acompanhamento de uma missão até o registro das informações", completa Jen John Lee.

Para os fãs de aeromodelismo, o Tibira também está disponível para quem quiser apenas se divertir. Mas , para isso, é preciso desembolsar algo em torno de 30 mil reais. Um pouco caro, né?
Página 1/198
<< < 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 > >>
Página 1/4
<< < 1 2 3 4 > >>
Últimas notícias
Ver todas