Vídeo: confira o novo top de linha Moto Z em ação

A Motorola trouxe ao Brasil neste mês o Moto Z, seu mais novo smartphone top de linha. Com especificações de ponta, um design bem diferente e acessórios modulares, o aparelho surpreende por ser um dos mais inovadores do mercado brasileiro.

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O Moto Z chega para competir com aparelhos como o Samsung Galaxy S7 e o LG G5 SE, mas com um grande diferencial: os Moto Snaps, conjuntos de acessórios que, quando conectados ao celular, acrescentam a ele recursos exclusivos.

Com apenas um simples conjunto de ímãs, o Moto Z pode ganhar um amplificador de áudio, um retroprojetor ou uma bateria extra. Não precisa instalar nenhum aplicativo e nem mexer nas configurações do smartphone, mas apenas aproximar o módulo da traseira do celular.

Os Moto Snaps funcionam bem, mas o preço é também salgado. O mais barato custa R$ 400, enquanto o mais caro ultrapassa os R$ 1.500. É impossível negar, contudo, que o conceito por trás dos acessórios é muito prático e original. Só é difícil saber se vão mesmo virar tendência.

Mesmo sem os Snaps, o Moto Z é um smartphone de alto desempenho. O aparelho vem com um processador quad-core Snapdragon 820, 4 gigabytes de memória RAM, 64 gigabytes de memória interna e Android 6.0 Marshmallow de fábrica, numa versão quase pura que é característica da Motorola.

A tela Super AMOLED do aparelho tem ainda 5,5 polegadas e resolução Quad HD. Logo abaixo há um sensor de impressão digital que, embora seja muito rápido e prático, não funciona como um botão Home, reduzindo sua utilidade. Essa área abaixo da tela acaba deixando o Moto Z muito maior sem necessidade.

Apesar disso, o aparelho tem uma bateria durável de 2.600 mAh. Não seria muito em comparação com outros rivais se não fosse pelo fato de que o Moto Z vem acompanhado em seu kit mais básico de um Snap de bateria.

Com 2.200 mAh, esse acessório garante pelo menos mais 4 horas de uso moderado do Moto Z, a julgar pelos nossos testes. Somado à bateria interna do smartphone e um carregador TurboPower que carrega o aparelho extremamente rápido, é fácil manter o Moto Z longe da tomada por quase dois dias.

Já a câmera traseira tem 13 megapixels de resolução e uma série de recursos interessantes, incluindo estabilização óptica e foco a laser. É sem dúvida a melhor câmera que a Motorola já colocou em um smartphone, apesar da lombada exagerada que ela deixa na parte de trás do Moto Z.

A câmera frontal também não deixa a desejar e tem um ângulo mais aberto para capturar selfies em grupo ou com muitos elementos de uma só vez. Para completar tudo isso, o Moto Z é um dos smartphones mais finos do mundo, com apenas 5,19 milímetros de espessura.

Para conseguir fazer um smartphone tão fino, a Motorola tomou uma decisão polêmica: acabar com a entrada para fones de ouvido. O smartphone tem apenas uma porta USB-C que serve tanto para o carregador quanto para um fone de ouvido compatível.

O usuário pode utilizar com o Moto Z um par de fones sem fio ou, se quiser um fone tradicional, pode usar o adaptador que vem na caixa junto com o aparelho. A princípio, a mudança não incomoda tanto quanto parece, mas certamente será um obstáculo para a Motorola conseguir popularizar seu novo produto.

O preço sugerido pela fabricante do Moto Z é de 3 mil e 200 reais, mas já é possível encontrá-lo em lojas online custando menos de 2 mil e 900. Na relação custo-benefício, o smartphone acaba saindo bem mais em conta do que os principais rivais.

Com uma performance de ponta, bateria duradoura, design original e módulos muito interessantes e práticos, o Moto Z é certamente, mesmo com alguns problemas, um dos melhores smartphones Android vendidos no Brasil.



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