Ao combater a pirataria, estúdios acabam atingindo a si próprios

Lançada no mês passado, a comédia hollywoodiana Pixels, que imagina a invasão da terra pelos vilões dos videogames do anos 1980, se tornou rapidamente um prato cheio para os críticos de cinema. Mesmo com atores de peso, como Adam Sandler e Peter Dinklage, a atuação do elenco não convenceu a crítica norte-americana. Entretanto, a Columbia Pictures tem investido pesado para combater a pirataria em cima do filme, o que pode indicar uma nova estratégia das produtoras de cinema para combater esse tipo de crime.

A Entura International é uma empresa antipirataria que está auxiliando juridicamente a Columbia na proteção aos direitos autorais da sua mais recente produção. É a primeira vez que uma produtora de cinema atua com tanta intensidade no mercado de mídia para impedir, principalmente online, a reprodução indevida do filme - o que inclui ações em tempo recorde contra sites de download. Um rastreio sobre a presença do conteúdo digital em grandes sites de hospedagem de vídeo para derrubar qualquer upload ilegal.

O problema da ofensiva é que as ações também tem derrubado conteúdo de produtores independentes que utilizam a palavra "pixel". O Neme, um grupo de curadoria de arte do Chipre sem fins lucrativos, teve um curta-metragem produzido em 2006 - e que coincidentemente se chama Pixels - derrubado. Outro projeto, o "Pantone Pixels", de 2011, é de um estudante de música e também foi derrubado, mesmo sendo diametralmente diferente do filme.

Mesmo que essas produções tenham sido criadas muito antes do lançamento do produção hollywoodiana, sites de hospedagem de vídeo como YouTube e Vimeo estão recebendo ordens judiciais para derrubar o conteúdo indiscriminadamente. A empresa foi tão restrita com a remoção dos vídeos com a palavra “pixels” que retirou do ar o próprio trailer do filme.





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