Internet das Coisas: surgem os principais desafios para o mercado

Pelo menos aqui dentro do Pavilhão do Mobile World Congress, a Internet das Coisas já é uma realidade que funciona muito bem há algum tempo. Veja que exemplos legais.

Vamos começar com este braço robótico industrial. O dispositivo físico era capaz de capturar e mostrar a velocidade e rotação do motor do carro virtual. Parece bobo, mas o mesmo sistema poderia ser aplicado em carros de verdade. A transmissão desses dados permitiria, por exemplo, que eles fossem usados de forma inteligente por uma central de controle de veículos autônomos. Para completar, o próprio carro poderia utilizar essas informações para entender melhor o estilo de direção do motorista e sugerir melhorias.

Nesse outro pedaço da feira, encontramos essa babá eletrônica inteligente; a Aristotle. Ela é super esperta, literalmente porque o aparelho já aposta em inteligência artificial. O resultado é um dispositivo que responde muito bem a comandos de voz, além de, é claro, contar com som e câmera

Nós adotamos uma linha de processadores para fornecer conectividade; eles fornecem Bluetooth, Wi-Fi e também o protocolo 15.4, que é usado para dispositivos de segurança em casa, sistemas de alarme, lâmpadas e outras coisas, todos juntos em um único chip. Não é só que eles estão juntos, eles trabalham juntos. Não há disputa entre eles.

Outro desafio que a Internet das Coisas enfrenta tem a ver com segurança. Aliás, a gente até já produziu uma reportagem aqui no Olhar Digital falando especificamente disso. O tema é complexo. Mas, pelo menos surgiram algumas ideias aqui em Barcelona. Uma das que chamou nossa atenção veio da Canonical, a empresa por trás de distribuição de Linux Ubuntu. Especialistas da companhia dizem que o principal problema de segurança nessa área tem a ver com o fato de que esses objetos conectados dificilmente podem ser monetizados - o que explicaria o possível descaso da indústria com a segurança desses dispositivos. A solução seria, então, permitir que os aparelhos tenham acessos a lojas de aplicativos, do mesmo jeito que os smartphones.

Com esse ambiente de aplicativos, teoricamente qualquer fabricante poderia criar uma pequena loja virtual com novos recursos para seus dispositivos conectados. A receita gerada por essas lojas, por sua vez, poderia ser revertida em maior segurança para a Internet das Coisas como um todo e inclusive para os dados de seus usuários. É uma ideia... e como tema é de importância fundamental a indústria de tecnologia precisa achar respostas rápidas para o problema. Caso contráro, a chegada da internet das coisas com os problemas de segurança atuais pode muito bem significar um verdadeiro pesadelo digital.

 



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